terça-feira, 12 de junho de 2012

Os dois pacotes

"E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis."
Romanos 8:26

          Permita-me esta ilustração: Sobem para Deus, dois pacotes quando fazemos nossas orações. Um pacote vermelho e um pacote verde. Os pacotes representam nossas orações em dois pontos de vistas, daí a necessidade de subirem em pacotes separados.
          Neste pacote vermelho estão contidas as nossas orações como nós as conhecemos. Cheias de nossas verdades, anseios, desejos e petições. Nós conhecemos muito bem este pacote. Somos nós que o enchemos, fechamos, protocolamos e enviamos. Eles significam a nossa estratégia, a nossa fórmula mágica para resolver a nossa vida. Nós temos a convicção que se Deus atender estes pedidos, nossa vida será feliz. Nele, nós indiretamente dizemos: "Deus, talvez esteja tendo problemas, mas se responder minhas orações exatamente, como eu as tenho mandado, deixará mais um filho feliz". É como se quiséssemos ou tivéssemos o poder de ajudar Deus. Mas como Paulo nos disse, nós não conhecemos nossa real necessidade e por isso, não sabemos orar. Não que não tenhamos que orar, este é um dever nosso! Lutero diz: "Se você não pode orar como deve, você deve orar como pode". Ore como quiser. Mas saiba que sua oração precisa ser interpretada, decodificada e por que não, alterada antes de chegar ao Pai. E o responsável por isso é o Espírito que o faz gemendo.
          O pacote verde é a oração do Espírito, a sua intercessão real e exata para promover a transformação essencial da qual necessitamos. É a oração que nós faríamos se estivéssemos ao lado do Pai e víssemos a nós mesmos na perspectiva de Deus. É a tradução das nossas mais essenciais necessidades e o que realmente nos levará à vida.
          É bem verdade que nossa carne, o nosso eu, deseja que o pacote vermelho seja aberto e não o verde. Mas por graça, misericórdia e a amor, o pacote verde é sempre o escolhido e é aberto. Porque Deus está mais preocupado conosco do que nós mesmos.
          A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável, e está disponível àqueles que se submetem à ela, e desejam o pacote verde, mesmo sabendo que talvez, este pacote esteja bem diferente do vermelho.
          Não existe oração errada, por mais que existam princípios, oração estará sempre errada apenas quando não estiver sendo feita. Que saibamos gemer como o Espírito para que colhamos a alegria de viver exatamente o que Ele quer que vivamos!

Paz e prosperidade a todos!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Fuja dos Cafetões...

          Fiquei ausente porque estava no Retiro Elshaday durante o feriado de Corpus Christi. Foram dias de renovação e direcionamento e entendo que nos deram um ânimo revigorado e fôlego para enfrentar nossas guerras e lutas interiores. Esta semana, volto à velha rotina aqui no confabulando, e não podia deixar de citar o velho tema: Teologia da prosperidade!
          Donnie Swaggart é filho de Jimmy Swaggart, e é conhecido por defender a real intenção do Pai ao entregar seu único filho. No vídeo abaixo, ele intitula de cafetões os exploradores da fé e faz um discurso apaixonado e impactante acerca da dura realidade do evangelho de hoje.



Paz e prosperidade a todos!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Consequências...

          Deus nos fez à sua imagem e semelhança. Que presente maravilhoso termos o poder de decidir e fazer escolhas sem qualquer interferência. Mas em cada decisão, temos chances de acertar e errar. Quando acertamos, elas produzem satisfação, alegria e realização. Mas os erros são cruéis e tendem a nos fazer sofrer com intensidades insuportáveis.
          Deus nos perdoa de todo e qualquer mal que tenhamos feito, mas não retira as consequências de nossas escolhas. Elas ensinam, moldam e formam, e por este motivo se tornam importantes neste processo de reabilitação.
          Muitos erros atingem outras pessoas e nos tornam cada vez mais responsáveis pelas nossas ações, a medida que vivenciamos a capacidade de devastação que um erro pode produzir.
          É inevitável que cometamos erros. Mas precisamos aprender com cada um deles. Não é tão fácil quanto parece. Um vacilo sem gravidade pode parecer muito mais do que ele realmente é. Davi desejou Bateseba e milhares de hebreus foram mortos em função disso. Moisés bateu em uma rocha, e suspirou a poucos metros de seu destino final. Não é possível medir as consequências com exatidão, mas é importante levar isto em consideração para evitarmos sofrimentos desnecessários.
          O ponto crucial é entendermos que o nosso arrependimento gera perdão. Viver martirizando-se é um sofrimento crônico produzido por nós mesmos, por isso ao assimilarmos nossos erros, precisamos aprender com eles para que os superemos. Ser sensíveis à outros que foram atingidos por nossos erros para que os riscos de nossas escolhas sejam maiores é essencialmente necessário.
          Ser semelhante à ele é assumir o clichê: "Grandes poderes; grandes responsabilidades". Ser segundo o coração de Deus não é ter o poder de eternamente tomar decisões corretas, mas ser grato por poder reconstruir quando as consequências nos sobrevêm.

Paz e prosperidade a todos!

sábado, 2 de junho de 2012

Que bom é estar vivo!





Vá em paz Sh!aun Wilson Miller. Seu depoimento nos fez valorizar mais a vida, e desejar que ela seja intensa e verdadeira. Seu último vídeo fica registrado aqui



Paz e prosperidade a todos!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

É preciso obedecer para receber???

          Li um texto de autoria do Pr Ed Rene Kivitz que simplifica o que considero o sepultamento da barganha tão empregada indiretamente no Velho Testamento e utilizada por pastores corruptos para aliciar fiéis. Segue o trecho:

A partir de Jesus Cristo não mais precisamos temer a ira de Deus, pois "nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo" [Romanos 8.1], e não precisamos mais barganhar com Deus para alcançar seu favor, pois "Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com Ele, e de graça, todas as coisas?" [Romanos 8.32]. Libertos das obrigações em relação a Deus, estamos livres dos estreitos limites impostos pelos ritualismos e moralismos da lógica religiosa, o que nos exige responder por que, então, ainda nos dedicamos a fazer a vontade de Deus. Somente uma resposta é possível: fazemos a vontade de Deus porque a graça de Deus assemelha nosso coração ao coração de Deus. Antes, escravizados pela lógica "obedecer para receber a bênção", fazíamos a vontade de Deus para fugir de sua ira e alcançar o seu favor. Agora, libertos pela graça, fazemos a vontade de Deus porque a ela nosso coração se afeiçoou: fomos transformados no entendimento, e passamos a considerar a vontade de Deus algo bom, perfeito e agradável [Romanos 12.1,2]. Aquele que foi alcançado pela graça, já não tem obrigação de fazer a vontade de Deus. Mas tem prazer [Salmo 1.2]. São esses os que podem dizer: "Pela graça de Deus, sou o que sou, e sua graça para comigo não foi inútil" [1Coríntios 15.10].

Paz e prosperidade a todos!