segunda-feira, 7 de maio de 2012

"Fala que eu te escuto"

          Bom, neste vídeo ridículo, uma mulher "possessa" (Será? rs) diz que o templo do diabo é na Mundial. O pastor aproveitador diz que quem dirige a Universal é o espírito (Não sei qual?!). Uma palavra que defina esta palhaçada: Lamentável!


          Bom, para não ficar dúvidas: estas duas denominações, assim como muitas outras são levianas e em nada se caracterizam com igrejas, na expressão fiel da palavra "qahal" do hebraico que significa assembléia ou congregação, onde todos tem compromisso e se preocupam com todos os envolvidos. Mas também não relaciono tais episódios à demônios, e sim à homens egoístas, aproveitadores e de caráter duvidoso. E o pior: quando convém, como no vídeo, acreditam nas mentiras do diabo, ou pelo menos fingem enquanto os idiotas batem palmas.
Abracemos à sua graça!

Paz e prosperidade a todos!

sábado, 5 de maio de 2012

A hipocrisia Cristã

          Neste vídeo, Bill Maher, comediante de stand-up norte americano, faz uma crítica a respeito dos cristãos que não são cristãos. Aqueles que se satisfazem com vingança, tortura ou guerras não seguem os ensinamentos de Jesus, mas são apenas os seus fãs. Em sua crítica chega a dizer que Ghandi era tão cristão que chegava a ser hindu. Veja o vídeo abaixo e reflita ou não o seu "cristianismo".


Paz e prosperidade a todos.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Dia mais feliz de um ladrão

          Poucas pessoas vão do inferno ao paraíso em uma velocidade tão grande como o ladrão da cruz. Dias atrás ele estava preso na fila da morte esperando o fim. Nada mais justo que sua sentença por ser um malfeitor fosse a pena máxima da época: cruz. É, ele com certeza era alguém perigoso que não inspirava confiança e sua vida não valia muito a pena.
          Naquela sexta-feira, os guardas o pegaram e debocharam dele. O lembraram que aquele era o último nascer do sol que ele viria, e que a partir daquele momento, para ele, estar vivo era doloroso demais, já que o sofrimento o faria desejar a própria morte.
          Seu destino, o calvário, era um lugar onde a escória se encontrava, onde os marginais conheciam o inferno antes de chegarem nele. Parece que nosso amigo ladrão, havia tomado um caminho sem volta, e não mais conheceria algumas sensações que lhe fizeram tão bem e não foram aproveitadas como a liberdade, o livre arbítrio e a própria vida.
          Naquela manhã aquele homem se deu conta: Não havia saída, alternativa ou escolha. Ele chorou, se entristeceu, se arrependeu. Seus olhos foram abertos, como se algum mistério lhe tivesse sido revelado.        
          Alguma mudança nele aconteceu, e de alguma forma o tranquilizou. Ele apanhou, foi torturado, mas aquilo lhe parecia muito provisório. Ele não via as trevas que se impunham contra ele. Não via porque a luz não deixava. Ele sabia que não merecia aquela revelação, mas de alguma forma isto não era importante.
          Ele subiu até o calvário, o pregaram na cruz e o ergueram junto com a madeira. Era o descanso para o seu corpo em sofrimento. Mas a luz se revelou, e ele olhou perplexo para ela. Era um homem, mas parecia Deus. Ele observou por bastante tempo aquele homem. Ouviu seu diálogo com o Pai e teve certeza de quem se tratava. Olhou para a outra companhia: um outro ladrão, que em contato com a luz, preferiu fechar os olhos, e disse:
"Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino" 
          Ele viu alguém sendo crucificado, mas enxergou Deus. Ele viu a luz e manteve os olhos abertos. Jesus lhe respondeu:
"Em verdade te digo hoje que estarás comigo no Paraíso".
          Pouco depois, seus olhos viram a morte de Jesus. Mas em seu coração, Cristo já havia ressuscitado. E uma convicção brotou e morreu com ele algum tempo depois: Mesmo sem condições, ele iria ao paraíso.
Você não é melhor que aqueles ladrões. Então eu lhe pergunto: Em que lado de Cristo no calvário você está?

Paz e prosperidade a todos!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A partida de um carpinteiro


          Quais foram os momentos decisivos da vida de Jesus? Pensamos na festa de casamento em Caná da Galiléia, em seu martírio psicológico no Monte das Oliveiras, e quem sabe no episódio do Sermão da Montanha. Mas posso eleger um momento crucial e apaixonante que, embora, não esteja registrado em livros históricos, está permitido em nossa imaginação.
          Eu posso quase viver este momento com Ele. Quando ele viveu seu último dia de trabalho na carpintaria de seu pai. Ele já conhecia sua missão e o que se esperava dele. Mas naquele dia, ele pediu para fechar a oficina e dispensou os outros funcionários. Ele queria estar sozinho. Era a sua despedida de uma vida tão tranquila e segura. Poder estar com a família, aprender e exercer a profissão de seu "pai" José, ajudar a criar seus irmãos era uma vida certamente sob controle e feliz para Jesus. 
          Mas isto não era absolutamente da natureza de Jesus, porque já havia escolhido viver e morrer por outros e a sacrificar condições seguras. Naquele dia, ele com certeza andou pela oficina, pegou o martelo e bateu levemente contra a palma de sua mão com os olhos longínquos e as lembranças do uso desta ferramenta. Pegou o cerrote, e passou os dedos quase que imperceptivelmente pelas lâminas, e se apoiou no cavalete olhando tudo aquilo. 
          Sentou naquele antigo banquinho, respirou fundo, muito fundo e se emocionou com aquelas lembranças dos ensinos do seu pai, de sua mãe trazendo suas refeições, de seus irmãos lhe pedindo coisas, eram muitas sensações. Aquele lugar tinha sido palco de muito aprendizado e de alguém que já havia vivido tempo suficiente para entender que a liberdade devia ser concedida a todos. Que viver com Deus, ser ligado novamente ao Pai era tudo que todas as pessoas que estiveram em contato com Ele precisavam, mesmo desconhecendo isto.
          Sua humanidade o amedrontava, mas sua divindade o fazia me enxergar. Ele não via sua morte, mas via a minha vida. Não sentia a dor que lhe seria causada, mas a alegria que bilhões sentiriam por de novo terem condições de viver com vida e poderem sonhar e acreditar que nossa existência é livre e, portanto, sem prisões do espírito ou cativeiros da mente.
          Por mais que as sensações florescessem naquele momento, negociando seu futuro com a oferta de uma vida tranquila com paz, amor e fraternidade, Ele já havia decidido por nós. Levantou-se daquele banco, apagou o fogo que iluminava aquela oficina, fechou aquela porta e correu com todas as suas forças, até se esgotar todo o seu suor e sangue porque queria nos encontrar.

Paz e prosperidade a todos!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Leonardo, infelizmente este sou eu...

          Na semana passada, fraturei o dedão em uma quadra society de futebol. E como faz falta este membro, como sempre, só percebemos quando falta. Procurei não mudar muito minha rotina, apenas respeitando minha provisória limitação. Estar assim me faz enxergar a beleza da hipocrisia humana.
          Já é fato, que vivemos em uma sociedade de plástico, onde tudo que não presta, que não serve, que não se adequa é descartado e jogado fora. Talvez esta pseudo-estrutura que paira sobre nós, molde nosso comportamento e tendemos a querer parecer com o padrão adotado. Então viramos especialistas em marketing pessoal, maquiamos nossos defeitos e fazemos o necessário para evidenciar nossas virtudes e qualidades, e, quando elas não existem, não temos pudor em criá-las, mesmo que sejam artificiais.
          Desta forma, somos cada vez mais parecidos uns com os outros e tudo é muito superficial, sem vida, em um ritmo quase que  mecânico. Ser diferente é quase um crime, e expor os pensamentos é a ação do diabo. Os objetivos devem sempre estar ligados à resultados e reconhecimento, e desenvolver algo que não almeje isto é perca de tempo, sacrifício de tolo ou atividade idiota.
          Não sei por quê, mas está muito fácil perceber isto, está evidente, e é como se gritassem perto do meu ouvido que eu preciso ser igual, preciso seguir o fluxo. Mas eu simplesmente não quero. Não tenho vontade. Isto não me atrai, pelo contrário, me tira o prazer e a paixão.
         Não sou perfeito, longe disto. Eu tenho mais falhas que qualquer outra pessoa que eu conheça. Na verdade, eu tenho medo de mim mesmo. Se oro, digo como Michael W Smith em Save me from myself (Me salva de mim mesmo). E não me envergonho disto porque é minha natureza que me linka à Ele, que me faz enxergar a beleza de seu sacrifício. Estou cansado de ter que parecer alguém que às vezes, não quero ser. Rir quando não quero rir, elogiar, quando preferia me calar, e ficar medindo a todo tempo se minha verdade vai ofender alguém.
          Qual a razão da igreja existir se não for para incluir, para tratar, para curar. Não quero estar em um lugar, onde eu tenha que me esconder, que me maquiar, que usar máscaras ou medir minhas palavras. Tenho que ser o filho, o marido, ou pai perfeito. Me desculpe, mas eu não sou! Sou egoísta, tenho dificuldade para nutrir amizades e a todo tempo estou olhando para eu mesmo, e às vezes para os outros quando isto significa olhar para mim. Não quero ser responsável por ninguém, quando tenho dificuldades para assumir meus atos.
          Augusto Branco diz que "O mal maior da hipocrisia não é simplesmente aconselhar o que tu simplesmente não fazes. Mas acreditar que ainda és verdadeiramente feliz assim!". Shakespeare colabora: "Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são".
          A única forma de libertarmo-nos de nós é assumirmos nossa personalidade e nosso caráter, para que à luz da realidade, consigamos fazer alguma transformação.
          Bom, decidi ser eu mesmo, ser espontâneo, abrir a cortina da vida, apresentar os bastidores, mas já vou avisando: Estou em obras e a bagunça está grande!


Paz e prosperidade a todos!